As injeções de hidróxido de alumínio levam a déficits motores e degeneração do neurônio motor
- Vlog da Ro
- 2 de mai.
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Resumo
A Síndrome da Guerra do Golfo (SGG), uma doença multissistêmica, apresenta déficits neurológicos e doença do neurônio motor que se assemelham à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) clássica.
O hidróxido de alumínio, um adjuvante vacinal, é o provável culpado pela SGG, e experimentos iniciais examinaram sua toxicidade em camundongos injetados subcutaneamente em doses equivalentes às humanas.
Estudos subsequentes em camundongos revelaram apoptose de neurônios motores, proliferação de astrócitos e microglia reativos, e a presença de alumínio e proteína tau hiperfosforilada nos neurônios motores.
1. Introdução
Vários estudos correlacionaram o serviço na Guerra do Golfo (1990-1991) com a SGG, que inclui um aparente agrupamento de casos de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
A taxa de incidência de ELA entre a população militar mobilizada (3,6 por 100.000 pessoas/ano) foi significativamente maior do que a incidência geralmente aceita na população geral dos EUA (1,5 por 100.000 pessoas/ano).
Apesar do longo uso de compostos de alumínio como adjuvantes em vacinas, seus mecanismos subjacentes são pouco compreendidos e faltam estudos rigorosos sobre a toxicidade dos adjuvantes de alumínio em animais.
2. Procedimentos Experimentais
Foram utilizados camundongos machos CD-1 em duas séries de experimentos, simulando a idade típica de serviço militar, com injeções subcutâneas de Alhydrogel® (hidróxido de alumínio).
O Experimento 1 utilizou duas injeções (total de 100 µg/kg), e o Experimento 2 utilizou seis injeções (total de 300 µg/kg), ambas calibradas em relação às doses humanas da vacina AVA (Vacina Adsorvida contra o Antraz).
As medidas histológicas incluíram a identificação de neurônios motores colinérgicos (ChAT), astrócitos reativos (GFAP), microglia ativada (Iba-1), e a detecção de alumínio com o fluorocromo Morina.
3. Resultados
Não houve diferença significativa na contagem de neurônios motores ChAT positivos nos segmentos cervical ou torácico da medula espinhal, diferentemente dos achados anteriores na medula lombar.
Camundongos injetados com alumínio apresentaram um aumento significativo na expressão de astrócitos GFAP positivos (70%) no segmento cervical e aumento de microglia ativada (Iba-1) na medula lombar.
Múltiplas injeções de hidróxido de alumínio (Experimento 2) induziram déficits significativos no comportamento locomotor, como distâncias percorridas menores e movimento mais lento, e comprometeram a memória espacial no labirinto aquático.
4. Discussão
A ativação geral de uma resposta inflamatória glial (microglia e astrócitos) na medula lombar sugere que este processo é um estágio inicial fundamental dos eventos patológicos que levam à morte de neurônios motores.
A coloração positiva de Morina na medula lombar demonstra que, após a injeção, o alumínio penetra nessa parte do sistema nervoso, e sua presença está associada à proteína tau hiperfosforilada, uma característica patológica observada em doenças como Alzheimer e ELA-PDC.
Os efeitos neurotóxicos do hidróxido de alumínio podem surgir por vias diretas, como o acúmulo no citoplasma e a interferência na transmissão sináptica, ou indiretas, como a estimulação de respostas imunes anormais.
Agradecimentos e Abreviações
Este trabalho foi financiado pela Scottish Rite Charitable Foundation of Canada e pelo Conselho de Pesquisa em Ciências Naturais e Engenharia do Canadá.
Os protocolos experimentais com animais foram aprovados pelos comitês da Universidade da Colúmbia Britânica e estavam em conformidade com as diretrizes internacionais, incluindo as do NIH.
Os autores declaram não ter recebido financiamento de empresas farmacêuticas mencionadas no artigo, como Bioport ou Chiron.
O estudo estabelece uma forte relação entre a Síndrome da Guerra do Golfo (SGG) e as injeções de hidróxido de alumínio, baseando-se nas seguintes observações:
Semelhança com a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica): A SGG é uma doença multissistêmica que afeta muitos veteranos da Guerra do Golfo de 1990-1991. Vários dos afetados apresentam déficits neurológicos, incluindo disfunções cognitivas e doença do neurônio motor, sendo esta última "praticamente indistinguível da esclerose lateral amiotrófica (ELA) clássica".
Agrupamento de Casos de ELA: A ELA associada à SGG é descrita como um "cluster" (agrupamento) de ELA, o segundo desse tipo documentado na literatura até o momento (o primeiro sendo a variante guamiana da ELA).
Hidróxido de Alumínio como Causa Mais Provável: Entre as possíveis causas da SGG, que incluem vários adjuvantes da vacina contra o antraz, "O culpado mais provável parece ser o hidróxido de alumínio".
Neurotoxicidade Investigada: O estudo foca exclusivamente no impacto das injeções de hidróxido de alumínio em camundongos para investigar os comportamentos motores e cognitivos e a neuropatologia observada (como déficits motores e degeneração de neurônios motores), fornecendo um modelo para a doença.
Em resumo, a Síndrome da Guerra do Golfo é caracterizada por uma doença do neurônio motor semelhante à ELA, e o hidróxido de alumínio, um adjuvante presente nas vacinas administradas aos veteranos, é considerado o agente causal mais provável.
Citação: Shaw CA, Petrik MS. Aluminum hydroxide injections lead to motor deficits and motor neuron degeneration. J Inorg Biochem. 2009 Nov;103(11):1555-62. doi:
10.1016/j.jinorgbio.2009.05.019. Epub 2009 Aug 20. PMID: 19740540; PMCID: PMC2819810.
Acessado em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19740540/



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