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As injeções de hidróxido de alumínio levam a déficits motores e degeneração do neurônio motor


Resumo


  • A Síndrome da Guerra do Golfo (SGG), uma doença multissistêmica, apresenta déficits neurológicos e doença do neurônio motor que se assemelham à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) clássica.

  • O hidróxido de alumínio, um adjuvante vacinal, é o provável culpado pela SGG, e experimentos iniciais examinaram sua toxicidade em camundongos injetados subcutaneamente em doses equivalentes às humanas.

  • Estudos subsequentes em camundongos revelaram apoptose de neurônios motores, proliferação de astrócitos e microglia reativos, e a presença de alumínio e proteína tau hiperfosforilada nos neurônios motores.


1. Introdução


  • Vários estudos correlacionaram o serviço na Guerra do Golfo (1990-1991) com a SGG, que inclui um aparente agrupamento de casos de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

  • A taxa de incidência de ELA entre a população militar mobilizada (3,6 por 100.000 pessoas/ano) foi significativamente maior do que a incidência geralmente aceita na população geral dos EUA (1,5 por 100.000 pessoas/ano).

  • Apesar do longo uso de compostos de alumínio como adjuvantes em vacinas, seus mecanismos subjacentes são pouco compreendidos e faltam estudos rigorosos sobre a toxicidade dos adjuvantes de alumínio em animais.


2. Procedimentos Experimentais


  • Foram utilizados camundongos machos CD-1 em duas séries de experimentos, simulando a idade típica de serviço militar, com injeções subcutâneas de Alhydrogel® (hidróxido de alumínio).

  • O Experimento 1 utilizou duas injeções (total de 100 µg/kg), e o Experimento 2 utilizou seis injeções (total de 300 µg/kg), ambas calibradas em relação às doses humanas da vacina AVA (Vacina Adsorvida contra o Antraz).

  • As medidas histológicas incluíram a identificação de neurônios motores colinérgicos (ChAT), astrócitos reativos (GFAP), microglia ativada (Iba-1), e a detecção de alumínio com o fluorocromo Morina.


3. Resultados


  • Não houve diferença significativa na contagem de neurônios motores ChAT positivos nos segmentos cervical ou torácico da medula espinhal, diferentemente dos achados anteriores na medula lombar.

  • Camundongos injetados com alumínio apresentaram um aumento significativo na expressão de astrócitos GFAP positivos (70%) no segmento cervical e aumento de microglia ativada (Iba-1) na medula lombar.

  • Múltiplas injeções de hidróxido de alumínio (Experimento 2) induziram déficits significativos no comportamento locomotor, como distâncias percorridas menores e movimento mais lento, e comprometeram a memória espacial no labirinto aquático.


4. Discussão


  • A ativação geral de uma resposta inflamatória glial (microglia e astrócitos) na medula lombar sugere que este processo é um estágio inicial fundamental dos eventos patológicos que levam à morte de neurônios motores.

  • A coloração positiva de Morina na medula lombar demonstra que, após a injeção, o alumínio penetra nessa parte do sistema nervoso, e sua presença está associada à proteína tau hiperfosforilada, uma característica patológica observada em doenças como Alzheimer e ELA-PDC.

  • Os efeitos neurotóxicos do hidróxido de alumínio podem surgir por vias diretas, como o acúmulo no citoplasma e a interferência na transmissão sináptica, ou indiretas, como a estimulação de respostas imunes anormais.


Agradecimentos e Abreviações


  • Este trabalho foi financiado pela Scottish Rite Charitable Foundation of Canada e pelo Conselho de Pesquisa em Ciências Naturais e Engenharia do Canadá.

  • Os protocolos experimentais com animais foram aprovados pelos comitês da Universidade da Colúmbia Britânica e estavam em conformidade com as diretrizes internacionais, incluindo as do NIH.

  • Os autores declaram não ter recebido financiamento de empresas farmacêuticas mencionadas no artigo, como Bioport ou Chiron.


O estudo estabelece uma forte relação entre a Síndrome da Guerra do Golfo (SGG) e as injeções de hidróxido de alumínio, baseando-se nas seguintes observações:


  1. Semelhança com a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica): A SGG é uma doença multissistêmica que afeta muitos veteranos da Guerra do Golfo de 1990-1991. Vários dos afetados apresentam déficits neurológicos, incluindo disfunções cognitivas e doença do neurônio motor, sendo esta última "praticamente indistinguível da esclerose lateral amiotrófica (ELA) clássica".

  2. Agrupamento de Casos de ELA: A ELA associada à SGG é descrita como um "cluster" (agrupamento) de ELA, o segundo desse tipo documentado na literatura até o momento (o primeiro sendo a variante guamiana da ELA).

  3. Hidróxido de Alumínio como Causa Mais Provável: Entre as possíveis causas da SGG, que incluem vários adjuvantes da vacina contra o antraz, "O culpado mais provável parece ser o hidróxido de alumínio".

  4. Neurotoxicidade Investigada: O estudo foca exclusivamente no impacto das injeções de hidróxido de alumínio em camundongos para investigar os comportamentos motores e cognitivos e a neuropatologia observada (como déficits motores e degeneração de neurônios motores), fornecendo um modelo para a doença.


Em resumo, a Síndrome da Guerra do Golfo é caracterizada por uma doença do neurônio motor semelhante à ELA, e o hidróxido de alumínio, um adjuvante presente nas vacinas administradas aos veteranos, é considerado o agente causal mais provável.


Citação: Shaw CA, Petrik MS. Aluminum hydroxide injections lead to motor deficits and motor neuron degeneration. J Inorg Biochem. 2009 Nov;103(11):1555-62. doi:

10.1016/j.jinorgbio.2009.05.019. Epub 2009 Aug 20. PMID: 19740540; PMCID: PMC2819810.




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