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Exposição ao mercúrio e alumínio no início da vida: vulnerabilidade do desenvolvimento como fator modificador de efeitos neurológicos e imunológicos


Resumo


  • O etilmercúrio (EtHg) e o adjuvante de alumínio (Al) são as principais exposições intervencionistas a que fetos, recém-nascidos e lactentes estão sujeitos devido à imunização com vacinas contendo timerosal (TCVs).

  • Os níveis de segurança para essas substâncias nunca foram determinados para a primeira infância, apesar de seu uso prolongado como ativos em medicamentos e fungicidas.

  • Efeitos imunológicos e neurocomportamentais do EtHg e Al são detectáveis e a exposição precoce a ambos requer consideração cuidadosa, especialmente devido à falta de estudos sobre seus potenciais efeitos sinérgicos.


  1. Introdução


  • O uso de compostos de mercúrio (Hg) em terapêuticas remonta à história da medicina moderna, mas o uso pediátrico de Hg foi mais amplo e resultou em eventos tóxicos de proporções epidêmicas, como a acrodinia.

  • As TCVs (contendo timerosal como agente antimicrobiano) continuam sendo usadas em muitos países, sendo a sua restrição em países desenvolvidos limitada a crianças com seis meses ou mais.

  • A maioria das TCVs também é adjuvante com alumínio (Al), e a relação Al:Hg nessas vacinas aumentou de 10-12 vezes para até 50 vezes em algumas formulações atuais.


  1. Exposição e Metabolismo de EtHg e Al Durante a Primeira Infância


  • Durante o desenvolvimento fetal e pós-natal, a exposição materna é o principal determinante da aquisição de Hg e Al pelo feto e lactente amamentado, embora a alimentação com fórmula possa, em alguns casos, aumentar a exposição.

  • A maior exposição neonatal a Hg e Al é frequentemente através da vacina contendo timerosal (HBV) administrada nas primeiras 12 horas pós-natais, onde as doses ajustadas ao peso podem variar mais de 20 vezes.

  • O EtHg é eliminado do sangue infantil mais rapidamente do que o MeHg, o que dificulta a avaliação da exposição em estudos epidemiológicos, embora o mercúrio inorgânico retido no cérebro possa ter uma meia-vida de anos a décadas.


2.2 Características Fisiológicas e Metabólicas de Recém-nascidos e Neonatos Relevantes para a Exposição e Efeitos de Xenobióticos


  • Mudanças complexas na estrutura anatômica e química do corpo no início da vida afetam drasticamente a distribuição, captação e metabolismo de xenobióticos, tornando o sistema nervoso central especialmente vulnerável a agentes tóxicos.

  • O aleitamento materno oferece características de promoção da saúde que podem modular a exposição e o metabolismo do Hg, como a redução de doenças e, consequentemente, do uso de antibióticos.

  • Diferenças no metabolismo, na eliminação de mercúrio e na disposição corporal do Hg entre recém-nascidos a termo e pré-termo, bem como entre lactentes amamentados e alimentados com fórmula, acentuam a variabilidade e os desafios na determinação da toxicidade.


2.3 Conclusões Obtidas de Estudos Experimentais Modelando a Exposição Precoce a TCVs


  • Estudos existentes em células e animais demonstram que o Timerosal/EtHg em concentrações encontradas em vacinas é ativo contra células cerebrais e pode provocar efeitos bioquímicos e neurotóxicos.

  • Em modelos animais, o EtHg demonstrou ser capaz de induzir desregulação substancial e duradoura do neurodesenvolvimento, funções sinápticas e sistemas endócrinos, com machos mais suscetíveis à toxicidade do Hg-Timerosal do que fêmeas.

  • Estudos experimentais de neurotoxicidade modelando a exposição intervencionista a EtHg e Al ainda estão em fase inicial, mas são cruciais para orientar medidas protetoras, com o Timerosal/EtHg falhando consistentemente em todos os estudos animais.


  1. A Exposição a TCV-EtHg e Adjuvantes de Al na Primeira Infância Está Associada a Resultados de Neurodesenvolvimento na Infância?


  • O risco de neurotoxicidade associado às TCVs foi considerado plausível, especialmente para lactentes suscetíveis, mesmo em estudos retrospectivos que avaliaram o TCV-EtHg como exposição única.

  • Em modelos que refletem cenários de vida real com múltiplas exposições neurotóxicas, a análise multivariada consistentemente sugeriu uma interação negativa entre EtHg e neurodesenvolvimento.

  • A inferência de neurotoxicidade devido ao Timerosal em vacinas é sustentável e baseada na ciência, considerando a evidência combinada de estudos experimentais e populacionais, e não é possível esperar por dados "perfeitos".


  1. Reações Imunológicas e Inflamatórias ao Timerosal e Adjuvantes de Al Resultantes da Exposição à TCV na Infância


  • Países que suspenderam o Timerosal em vacinas pediátricas observaram uma diminuição nas reações positivas ao teste de contato com Timerosal nas populações testadas.

  • O adjuvante de Al em diferentes formas químicas (fosfato e hidróxido) parece provocar reações adversas distintas; o fosfato de Al favorece reações sistêmicas, enquanto o hidróxido de Al favorece reações locais.

  • A miofasciíte macrofágica, uma miopatia inflamatória incomum, tem sido relatada em adultos e crianças como resultado de vacinas adjuvadas com Al.


  1. Conclusões


  • Estudos rigorosos e replicáveis demonstram a toxicidade do EtHg e do Al, mas o potencial efeito sinérgico de ambos os agentes tóxicos ainda não foi adequadamente estudado.

  • É necessário desenvolver modelos relevantes para vacinas pediátricas para testar exposições precoces a EtHg e Al em relação à diversidade constitucional, coexposições ambientais e outros fatores modificadores.

  • Recomendações específicas para recém-nascidos e prematuros devem ser estabelecidas para a imunização com TCVs, respeitando as fases especiais de desenvolvimento do cérebro humano.


A vulnerabilidade do desenvolvimento infantil influencia os efeitos do mercúrio (Hg), especificamente do etilmercúrio (EtHg) e do metilmercúrio (MeHg), e do alumínio (Al) de várias maneiras, tornando fetos, recém-nascidos e lactentes particularmente suscetíveis à toxicidade dessas substâncias:


  1. Estágios Fisiológicos e Dose: O corpo em desenvolvimento (fetos, lactentes e crianças pequenas) está em estágios especiais do desenvolvimento cerebral que devem ser respeitados. Recomendacões específicas para recém-nascidos e prematuros devem existir para a imunização com vacinas contendo timerosal (TCVs).

  2. Metabolismo e Toxicidade: Recém-nascidos variam em tamanho, desenvolvimento de órgãos e genética, características que por si só podem retardar o metabolismo ou acentuar a toxicidade dos xenobióticos.


  • As taxas de absorção e eliminação de Hg durante o período neonatal (especialmente em prematuros e recém-nascidos pequenos para a idade gestacional) são diferentes daquelas experimentadas em estágios posteriores de desenvolvimento ou na idade adulta.

  • O desvio das barreiras gastrointestinais pelo EtHg injetado em TCVs, somado a questões específicas relacionadas aos estágios fisiológicos e doses não ajustadas, deve aumentar sua toxicidade.

  • A transferência de Hg e Al para os tecidos cerebrais e a avaliação dos efeitos neuroquímicos são difíceis de modelar e interpretar em idades mais avançadas durante o período mais vulnerável do desenvolvimento humano.


  1. Exposição a TCVs (EtHg e Al): O etilmercúrio (EtHg) e o adjuvante de alumínio (Al) são as principais exposições intervencionistas a que fetos, recém-nascidos e lactentes são expostos devido à imunização com vacinas contendo timerosal (TCVs).


  • Preocupações sobre a segurança do Timerosal (em relação ao SNC em desenvolvimento) são subestimadas em comparação com seu uso como conservante em vacinas pediátricas por razões de custo.

  • Estudos observacionais e de coorte têm mostrado interações significativas do EtHg presente nas TCVs, compatíveis com toxicidade do mercúrio em baixas doses.

  • Os efeitos neurocomportamentais, imunológicos e inflamatórios do EtHg do timerosal e dos adjuvantes de Al não são extraordinários, sendo facilmente detectados em países de alta e baixa renda, especialmente com coexposição a metilmercúrio (MeHg) ou outros neurotóxicos.



  1. MeHg (Exposição por Peixe): Em comparação com o MeHg (retido no cabelo), a avaliação imprecisa do EtHg em tecidos não invasivos (que é eliminado mais rapidamente do sangue infantil do que o MeHg) em estudos epidemiológicos obscurece associações geralmente encontradas para o MeHg. No entanto, estudos em humanos indicam que o Hg²⁺ retido no cérebro, uma vez desalquilado, tem uma meia-vida de vários anos a décadas após a exposição.


Em resumo, a fase inicial da vida é um período de extrema vulnerabilidade devido às características fisiológicas e metabólicas únicas que podem amplificar a toxicidade do mercúrio e do alumínio, especialmente quando introduzidos por meio de vacinas.


O Timerosal (que tem como metabólito o etilmercúrio, ou EtHg) e seus adjuvantes de alumínio (Al) são as principais exposições intervencionistas a que fetos, recém-nascidos e lactentes estão sujeitos devido à imunização com vacinas contendo timerosal (TCVs).


Os principais riscos e preocupações associados à exposição precoce ao timerosal (EtHg) em vacinas, conforme discutido no documento, incluem:


  1. Neurotoxicidade e Efeitos Neurocomportamentais:


  • O EtHg tem recebido maior atenção na pesquisa, e os resultados mostraram uma forte ligação com efeitos neurotóxicos em humanos.

  • Estudos rigorosos e replicáveis em diferentes espécies animais demonstraram evidências da toxicidade do EtHg.

  • Observações e estudos de coorte demonstraram interações significativas do EtHg em TCVs, compatíveis com a toxicidade do mercúrio em baixas doses.

  • A exposição a EtHg e Al no início da vida levanta preocupações sobre os efeitos neurocomportamentais, imunológicos e inflamatórios, que são facilmente detectados em populações com coexposição a metilmercúrio (MeHg) ou outros neurotóxicos.

  • O potencial efeito sinérgico do EtHg e do Al não foi devidamente estudado.

  • A exposição perinatal múltipla a substâncias neurotóxicas (chumbo, metilmercúrio, etilmercúrio e alumínio) foi estudada em relação ao neurodesenvolvimento aos seis e 24 meses de idade.


  1. Vulnerabilidade do Desenvolvimento:


  • Fetos e neonatos são mais vulneráveis e os menos protegidos pelas agências reguladoras existentes em comparação com crianças e adultos.

  • A toxicidade do EtHg depende da via de exposição (oral, parenteral), dose, duração e estágio de desenvolvimento (pré-natal ou pós-natal).

  • Devido a questões relacionadas aos estágios fisiológicos e doses de EtHg não ajustadas, espera-se que o desvio das barreiras gastrointestinais pela injeção de EtHg em TCVs aumente sua toxicidade.

  • Os recém-nascidos e lactentes são expostos a doses de EtHg que comprovadamente produzem efeitos em modelos experimentais.

  • As taxas de absorção e eliminação de Hg durante o período neonatal são diferentes das experimentadas em estágios posteriores de desenvolvimento ou na idade adulta.


  1. Exposição Adicional durante a Gravidez:


  • A exposição ao EtHg também pode ocorrer por imunização materna durante a gravidez (Exposição ao timerosal da vacina contra tétano e difteria durante a gravidez).


Embora alguns estudos populacionais não tenham encontrado uma associação causal entre a exposição a timerosal em vacinas e distúrbios de desenvolvimento, a segurança do timerosal em relação ao SNC em desenvolvimento é considerada subestimada, e a exposição precoce a EtHg e Al merece consideração cuidadosa.


Citação: Dórea JG. Exposure to mercury and aluminum in early life: developmental vulnerability as a modifying factor in neurologic and immunologic effects. Int J Environ Res Public Health. 2015 Jan 23;12(2):1295-313. doi: 10.3390/ijerph120201295. PMID: 25625408; PMCID: PMC4344667.





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