Por que as vacinas contra coqueluche falham?
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DECLARAÇÃO DE CONFLITO DE INTERESSES
O Dr. Cherry ministrou palestras e prestou consultoria sobre vacinas contra coqueluche para a Sanofipasteur e a GlaxoSmithKline.
O apoio fornecido ao Dr. Cherry incluiu bolsas de pesquisa e palestras em programas apoiados direta e indiretamente pelas empresas.
COMENTÁRIO | 1 DE MAIO DE 2012
O artigo examina as razões pelas quais as vacinas contra a coqueluche falham, listando 8 possíveis motivos em uma Tabela 1 não incluída no resumo.
A preocupação com a falha das vacinas surgiu durante a epidemia de coqueluche na Califórnia em 2010.
A razão mais importante para a falha das vacinas pode ser a inflação das estimativas de eficácia devido à definição de caso utilizada, como a definição da OMS, que exigia confirmação laboratorial e ≥21 dias de tosse paroxística.
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O autor do artigo, James D. Cherry, afirma que:
Uma das principais razões, e "talvez a mais importante", é que as estimativas de eficácia da vacina foram infladas devido à definição de caso utilizada nos ensaios clínicos.
Essa definição de caso, como a da Organização Mundial da Saúde (OMS), exigia confirmação laboratorial e ≥21 dias de tosse paroxística.
O comentário lista um total de 8 possíveis razões para as falhas das vacinas contra coqueluche.
O documento indica que a definição de caso influenciou a percepção da eficácia da vacina porque levou a uma inflação nas estimativas de eficácia.
Durante os ensaios de eficácia da vacina pediátrica contra difteria, tétano e coqueluche acelular (DTPa) no início da década de 1990, foi desenvolvida a definição de caso da Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de permitir a comparação dos resultados entre os vários ensaios.
A definição de caso primária da OMS exigia confirmação laboratorial e ≥21 dias de tosse paroxística. O autor sugere que a utilização dessa definição resultou em estimativas de eficácia mais altas do que seriam em outras circunstâncias.
Citação: Cherry JD. Why do pertussis vaccines fail? Pediatrics. 2012 May;129(5):968-70. doi: 10.1542/peds.2011-2594. Epub 2012 Apr 23. PMID: 22529282.
Acessado em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22529282/



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