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A persistência em longo prazo do hidróxido de alumínio derivado da vacina está associada à disfunção cognitiva crônica


Resumo


  • A miofasciite macrofágica (MMF) é uma condição emergente caracterizada pela persistência de hidróxido de alumínio em macrófagos no local de imunizações prévias, com pacientes relatando artralgias, fadiga crônica e dificuldades cognitivas.

  • Pacientes com MMF apresentaram comprometimento cognitivo pronunciado e específico, afetando principalmente a memória visual e verbal, funções executivas (atenção, memória de trabalho e planejamento) e a extinção do ouvido esquerdo no teste de escuta dicótica.

  • A disfunção cognitiva associada à MMF (DCAM) não se correlacionou com dor, fadiga, depressão ou duração da doença, sugerindo que a persistência de hidróxido de alumínio derivado de vacinas está associada a uma disfunção cognitiva específica.


Introdução


  • MMF é uma condição rara reconhecida em 1998, caracterizada por alterações miopatológicas específicas que indicam a persistência a longo prazo de

    nanopartículas de hidróxido de alumínio em macrófagos no local de injeções intramusculares prévias de vacinas.

  • As manifestações clínicas em adultos tipicamente incluem artralgias crônicas e fadiga, surgindo tardiamente, o que levou 78% dos pacientes filiados à associação francesa E3M a abandonarem suas atividades profissionais devido a sintomas incapacitantes e distúrbios intelectuais.

  • As queixas cognitivas de pacientes com MMF são semelhantes às de pacientes com esclerose múltipla (EM), e a fadiga mental (distúrbio cognitivo) foi identificada como o principal componente da fadiga, levantando a questão se o comprometimento neuropsicológico é específico ou atribuível a dor, fadiga e depressão.


Desenho Global do Estudo e Características Clínicas


  • O estudo utilizou uma análise retrospectiva preliminar de 22 pacientes com MMF para definir uma bateria abrangente de testes neuropsicológicos para caracterizar o perfil clínico da disfunção cognitiva associada à MMF (DCAM).

  • A DCAM foi avaliada prospectivamente em uma série subsequente de 25 pacientes não selecionados com MMF, utilizando um estudo caso-controle para determinar se a MMF...

  • Os pacientes com MMF avaliados prospectivamente apresentaram cronicidade dos sintomas, incluindo fadiga crônica (100%), mialgias (96%), artralgias (84%), queixas cognitivas (68%) e distúrbios de humor (52%), com um atraso mediano de 69,2 meses entre os primeiros sintomas e a avaliação neuropsicológica.


Discussão


  • Quase todos os pacientes com MMF exibiram déficits característicos nos testes neuropsicológicos, o que é consistente com as queixas cognitivas, sendo amplamente não relacionados à dor, fadiga ou depressão.

  • Embora os pacientes com MMF tivessem um nível intelectual geral normal, a análise subteste por subteste mostrou um desempenho melhor no subteste de vocabulário (que estima a capacidade intelectual pré-mórbida) do que no subteste de sequenciamento letra-número.


Abreviações


  • O documento lista várias abreviações importantes, como AFSSAPS (agence Française de sécurité sanitaire des produits de santé), MMF (macrophagic myofasciitis) e MACD (MMF-associated cognitive dysfunction).

  • Outras abreviações incluem testes de avaliação neuropsicológica como BVRT (Benton visual retention test), CVLT (California verbal learning test) e ROCF.

  • Também são listadas condições médicas como AS (ankylosing spondylitis), CFS (chronic fatigue syndrome), MS (multiple sclerosis) e RA (rheumatoid arthritis).


Divulgação e Agradecimentos


  • Os autores relatam não haver conflitos de interesse.

  • O trabalho foi financiado por doações da Association Française contre les Myopathies (AFM) e da Entraide aux Malades de la Myofasciite à Macrophages (E3M).

  • O Prof. R. Gallet (EA 2610, Université de Caen Basse-Normandie, França) foi agradecido por ter lido e corrigido o manuscrito.


A persistência a longo prazo do hidróxido de alumínio derivado da vacina, avaliada pela Miofasciite Macrófagica (MMF), está associada a uma disfunção cognitiva crônica específica.


Os principais déficits cognitivos, categorizados como Disfunção Cognitiva Associada à MMF (DCAM), afetaram:


  1. Memória:


  • Memória visual.

  • Memória verbal.


  1. Funções Executivas:


  • Atenção.

  • Memória de trabalho.

  • Planejamento.


  1. Outros Déficits:


  • Extinção do ouvido esquerdo no teste de escuta dicótica.


Esses déficits foram considerados pronunciados e específicos em pacientes com MMF quando comparados com grupos controle de pacientes com artrite e dor crônica. Além disso, eles não se correlacionaram com a dor, fadiga, depressão ou duração da doença, sugerindo que refletem uma condição mais específica.


Os pacientes frequentemente relatam dificuldades em manter a atenção em tarefas da vida diária, como acompanhar uma conversa ou alocar recursos de atenção de forma eficiente a diferentes estímulos simultâneos. A fadiga mental (ou seja, distúrbio cognitivo) foi identificada como o principal componente da fadiga em pacientes com MMF.


O estudo foi desenhado para caracterizar a Disfunção Cognitiva Associada à MMF (DCAM) e avaliar sua especificidade.


A comprovação de que a disfunção cognitiva não é atribuível apenas à dor, fadiga ou depressão foi estabelecida pelos seguintes pontos:


  1. Comparação com Grupo Controle Específico: Os pacientes com MMF foram comparados a pacientes do grupo controle que também sofriam de artrite e dor crônica. A presença de comprometimento cognitivo pronunciado e específico nos pacientes com MMF, em contraste com o grupo controle que apresentava dor crônica, sugere que a disfunção não se deve apenas a síndromes de dor crônica não específicas.

  2. Análise de Correlação: Os déficits cognitivos encontrados nos pacientes com MMF não se correlacionaram com dor, fadiga, depressão ou duração da doença.

  3. Componente da Fadiga: Um estudo anterior encomendado pela AFSSAPS já havia demonstrado que o impacto da fadiga na vida diária era maior em pacientes com MMF, sendo a fadiga mental (ou seja, distúrbio cognitivo) o principal componente.

    Portanto, o estudo concluiu que a disfunção cognitiva é uma condição associada à persistência do hidróxido de alumínio (avaliada pela MMF) e não se deve apenas à combinação inespecífica de dor crônica, fadiga e depressão.


Citação: Couette M, Boisse MF, Maison P, Brugieres P, Cesaro P, Chevalier X, Gherardi RK, Bachoud-Levi AC, Authier FJ. Long-term persistence of vaccine-derived aluminum hydroxide is associated with chronic cognitive dysfunction. J Inorg Biochem. 2009 Nov;103(11):1571-8. doi: 10.1016/j.jinorgbio.2009.08.005. Epub 2009 Aug 20. PMID: 19748679.




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