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Comentário: uma ligação entre exposição ao mercúrio, transtorno do espectro do autismo e outros distúrbios do neurodesenvolvimento?

Implicações para vacinas contendo timerosal. Revista sobre Deficiências de Desenvolvimento


Resumo

  • O uso de vacinas contendo timerosal (TCVs) é altamente controverso, apesar de muitos estudos não comprovarem uma relação causal entre a exposição ao timerosal e distúrbios do neurodesenvolvimento.

  • O aumento drástico na prevalência do autismo intensificou o foco científico em exposições ambientais e insultos imunotóxicos, como o mercúrio presente no timerosal (EtHg).

  • Estudos em animais indicam que doses relevantes para a exposição humana ao timerosal podem resultar em desfechos neurodesenvolvimentais adversos.


O Debate e a Segurança das Vacinas


  • Uma premissa do lado oposto do debate é que o etilmercúrio (EtHg) presente nas TCVs é rapidamente excretado pelo corpo, representando baixo risco, ao contrário do metilmercúrio (MetHg).

  • Estudos em macacos bebês expostos ao EtHg demonstraram que, apesar da depuração sanguínea eficiente, havia um acúmulo de mercúrio inorgânico (até 71%) no cérebro, com meia-vida cerebral longa.

  • O delineamento experimental dos estudos de segurança de vacinas é inadequado, pois frequentemente comparam vacinas completas com outras vacinas que contêm adjuvantes neurotóxicos como o alumínio.


Níveis de Mercúrio e Toxicidade em Vacinas


  • Vacinas com timerosal contêm mercúrio em concentrações (até 50.000 ppb) muito acima dos limites de segurança da EPA para água potável (2 ppb), sendo que o mercúrio injetado é absorvido mais completamente.

  • A exclusão de populações vulneráveis (com condições neurológicas pré-existentes) dos ensaios clínicos gera um viés que resulta em erros do Tipo II (falsos negativos) na avaliação de segurança das vacinas.

  • O mercúrio (Hg) e o alumínio (Al) exibem toxicidade sinérgica, pois ambos são neurotoxinas que atuam como pró-oxidantes e ativadores da microglia, afetando as vias bioquímicas desreguladas no TEA.


Conclusão e Implicações


  • É crucial reavaliar o uso de timerosal em vacinas, pois estudos em animais demonstram que a exposição ao EtHg pode levar ao acúmulo de mercúrio inorgânico no cérebro e impactar negativamente o neurodesenvolvimento.

  • Indivíduos com deficiências de desenvolvimento e autismo não possuem dados de segurança específicos sobre vacinas, visto que historicamente são rotineiramente excluídos dos ensaios clínicos.

  • Os formuladores de políticas devem reconsiderar o uso de TCVs em gestantes e crianças, exigindo pesquisa rigorosa em vez de meras suposições de segurança para resolver a questão.


As principais evidências que sugerem uma ligação entre o timerosal e distúrbios do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme discutido no comentário, são:


  1. Correlação entre Sintomas de Autismo e Envenenamento por Mercúrio: Existe uma correlação notável entre os sintomas do autismo e os observados no envenenamento por mercúrio. O mercúrio é reconhecido como uma neurotoxina e imunotoxina.


  2. Acúmulo de Mercúrio Inorgânico no Cérebro em Estudos Animais: Estudos em animais (primatas) mostraram que a exposição ao etilmercúrio (EtHg) do timerosal pode levar ao acúmulo de mercúrio inorgânico (Hg inorgânico) no cérebro. Este Hg inorgânico possui uma meia-vida longa, indicando que o EtHg injetado não é tão benigno quanto se supunha.


  3. Impacto Adverso no Neurodesenvolvimento em Doses Relevantes para Vacinas: Estudos em animais indicam que doses de EtHg relevantes para a exposição humana a vacinas contendo timerosal (TCVs) podem impactar negativamente o neurodesenvolvimento.


    • A exposição pós-natal precoce ao timerosal em ratos causou comprometimentos comportamentais persistentes e alterações no sistema dopaminérgico cerebral.

    • Em primatas recém-nascidos que receberam uma vacina contra hepatite B contendo timerosal, houve uma aquisição tardia de reflexos neonatais.


  4. Evidências Epidemiológicas (Embora Controvertidas): Embora muitos estudos epidemiológicos não comprovem uma relação causal, o comentário menciona que alguns estudos epidemiológicos apoiam a ligação entre a exposição à TCV e desfechos neurodesenvolvimentais adversos, incluindo o autismo. A associação relatada em vários estudos epidemiológicos entre TCVs e atrasos no desenvolvimento neurológico também é citada.


  5. Mecanismo Patológico Consistente com Autismo: Existem dados que demonstram a capacidade da exposição a baixas doses de EtHg (relevantes para vacinas) de prejudicar o sistema nervoso em desenvolvimento de uma maneira consistente com a patologia do autismo.


  6. Interação Sinérgica com Alumínio: O mercúrio e o alumínio (frequentemente usados juntos em vacinas) podem interagir de forma sinergicamente tóxica, piorando os efeitos neurotóxicos.


  7. Incerteza na Segurança Devido à Falta de Estudos Diretos em Humanos: Atualmente, há uma ausência de estudos diretos em humanos sobre os riscos da exposição ao EtHg proveniente de TCVs. A segurança tem sido assumida sem respaldo experimental. A segurança das TCVs, portanto, "parece estar em terreno incerto".


A exposição ao mercúrio (Hg) por meio de vacinas contendo timerosal (TCVs) afeta populações vulneráveis, como gestantes e crianças, porque o mercúrio é uma neurotoxina e imunotoxina conhecida, e esses grupos são os mais suscetíveis a danos durante o desenvolvimento neurológico.


As implicações para essas populações incluem:


  1. Recepção Contínua de TCVs: Apesar das evidências e preocupações existentes, as TCVs continuam sendo administradas regularmente às populações potencialmente mais vulneráveis: gestantes e crianças (especialmente em países em desenvolvimento).

  2. Risco de Danos com Baixos Níveis de Exposição: Há evidências suficientes que demonstram que a exposição a baixos níveis de mercúrio pode ser prejudicial a populações vulneráveis, particularmente fetos em desenvolvimento, bebês e crianças.

  3. Impacto Adverso no Neurodesenvolvimento: Estudos em animais sugerem que doses de etilmercúrio (EtHg) relevantes para a exposição humana a TCVs podem impactar negativamente o neurodesenvolvimento. O EtHg tem a capacidade de prejudicar o sistema nervoso em desenvolvimento de uma maneira consistente com a patologia de distúrbios como o autismo.

  4. Contradição com Esforços Globais: O uso persistente de TCVs nessas populações vulneráveis (particularmente em países em desenvolvimento) contraria os esforços globais para reduzir a exposição ao mercúrio e banir o mercúrio de produtos médicos.


Devido a essa vulnerabilidade, o comentário sugere que o uso de timerosal em vacinas deve ser reconsiderado, especialmente naquelas destinadas a gestantes e crianças.


Citação: Tomljenovic L, Dórea JG, et al. Commentary: a link between mercury exposure, autism spectrum disorder,

for thimerosal-containing vaccines. Journal on Developmental Disabilities 2012; 18(1): 34-42.




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