Comentário: uma ligação entre exposição ao mercúrio, transtorno do espectro do autismo e outros distúrbios do neurodesenvolvimento?
- Vlog da Ro
- 16 de abr.
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Implicações para vacinas contendo timerosal. Revista sobre Deficiências de Desenvolvimento
Resumo
O uso de vacinas contendo timerosal (TCVs) é altamente controverso, apesar de muitos estudos não comprovarem uma relação causal entre a exposição ao timerosal e distúrbios do neurodesenvolvimento.
O aumento drástico na prevalência do autismo intensificou o foco científico em exposições ambientais e insultos imunotóxicos, como o mercúrio presente no timerosal (EtHg).
Estudos em animais indicam que doses relevantes para a exposição humana ao timerosal podem resultar em desfechos neurodesenvolvimentais adversos.
O Debate e a Segurança das Vacinas
Uma premissa do lado oposto do debate é que o etilmercúrio (EtHg) presente nas TCVs é rapidamente excretado pelo corpo, representando baixo risco, ao contrário do metilmercúrio (MetHg).
Estudos em macacos bebês expostos ao EtHg demonstraram que, apesar da depuração sanguínea eficiente, havia um acúmulo de mercúrio inorgânico (até 71%) no cérebro, com meia-vida cerebral longa.
O delineamento experimental dos estudos de segurança de vacinas é inadequado, pois frequentemente comparam vacinas completas com outras vacinas que contêm adjuvantes neurotóxicos como o alumínio.
Níveis de Mercúrio e Toxicidade em Vacinas
Vacinas com timerosal contêm mercúrio em concentrações (até 50.000 ppb) muito acima dos limites de segurança da EPA para água potável (2 ppb), sendo que o mercúrio injetado é absorvido mais completamente.
A exclusão de populações vulneráveis (com condições neurológicas pré-existentes) dos ensaios clínicos gera um viés que resulta em erros do Tipo II (falsos negativos) na avaliação de segurança das vacinas.
O mercúrio (Hg) e o alumínio (Al) exibem toxicidade sinérgica, pois ambos são neurotoxinas que atuam como pró-oxidantes e ativadores da microglia, afetando as vias bioquímicas desreguladas no TEA.
Conclusão e Implicações
É crucial reavaliar o uso de timerosal em vacinas, pois estudos em animais demonstram que a exposição ao EtHg pode levar ao acúmulo de mercúrio inorgânico no cérebro e impactar negativamente o neurodesenvolvimento.
Indivíduos com deficiências de desenvolvimento e autismo não possuem dados de segurança específicos sobre vacinas, visto que historicamente são rotineiramente excluídos dos ensaios clínicos.
Os formuladores de políticas devem reconsiderar o uso de TCVs em gestantes e crianças, exigindo pesquisa rigorosa em vez de meras suposições de segurança para resolver a questão.
As principais evidências que sugerem uma ligação entre o timerosal e distúrbios do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme discutido no comentário, são:
Correlação entre Sintomas de Autismo e Envenenamento por Mercúrio: Existe uma correlação notável entre os sintomas do autismo e os observados no envenenamento por mercúrio. O mercúrio é reconhecido como uma neurotoxina e imunotoxina.
Acúmulo de Mercúrio Inorgânico no Cérebro em Estudos Animais: Estudos em animais (primatas) mostraram que a exposição ao etilmercúrio (EtHg) do timerosal pode levar ao acúmulo de mercúrio inorgânico (Hg inorgânico) no cérebro. Este Hg inorgânico possui uma meia-vida longa, indicando que o EtHg injetado não é tão benigno quanto se supunha.
Impacto Adverso no Neurodesenvolvimento em Doses Relevantes para Vacinas: Estudos em animais indicam que doses de EtHg relevantes para a exposição humana a vacinas contendo timerosal (TCVs) podem impactar negativamente o neurodesenvolvimento.
A exposição pós-natal precoce ao timerosal em ratos causou comprometimentos comportamentais persistentes e alterações no sistema dopaminérgico cerebral.
Em primatas recém-nascidos que receberam uma vacina contra hepatite B contendo timerosal, houve uma aquisição tardia de reflexos neonatais.
Evidências Epidemiológicas (Embora Controvertidas): Embora muitos estudos epidemiológicos não comprovem uma relação causal, o comentário menciona que alguns estudos epidemiológicos apoiam a ligação entre a exposição à TCV e desfechos neurodesenvolvimentais adversos, incluindo o autismo. A associação relatada em vários estudos epidemiológicos entre TCVs e atrasos no desenvolvimento neurológico também é citada.
Mecanismo Patológico Consistente com Autismo: Existem dados que demonstram a capacidade da exposição a baixas doses de EtHg (relevantes para vacinas) de prejudicar o sistema nervoso em desenvolvimento de uma maneira consistente com a patologia do autismo.
Interação Sinérgica com Alumínio: O mercúrio e o alumínio (frequentemente usados juntos em vacinas) podem interagir de forma sinergicamente tóxica, piorando os efeitos neurotóxicos.
Incerteza na Segurança Devido à Falta de Estudos Diretos em Humanos: Atualmente, há uma ausência de estudos diretos em humanos sobre os riscos da exposição ao EtHg proveniente de TCVs. A segurança tem sido assumida sem respaldo experimental. A segurança das TCVs, portanto, "parece estar em terreno incerto".
A exposição ao mercúrio (Hg) por meio de vacinas contendo timerosal (TCVs) afeta populações vulneráveis, como gestantes e crianças, porque o mercúrio é uma neurotoxina e imunotoxina conhecida, e esses grupos são os mais suscetíveis a danos durante o desenvolvimento neurológico.
As implicações para essas populações incluem:
Recepção Contínua de TCVs: Apesar das evidências e preocupações existentes, as TCVs continuam sendo administradas regularmente às populações potencialmente mais vulneráveis: gestantes e crianças (especialmente em países em desenvolvimento).
Risco de Danos com Baixos Níveis de Exposição: Há evidências suficientes que demonstram que a exposição a baixos níveis de mercúrio pode ser prejudicial a populações vulneráveis, particularmente fetos em desenvolvimento, bebês e crianças.
Impacto Adverso no Neurodesenvolvimento: Estudos em animais sugerem que doses de etilmercúrio (EtHg) relevantes para a exposição humana a TCVs podem impactar negativamente o neurodesenvolvimento. O EtHg tem a capacidade de prejudicar o sistema nervoso em desenvolvimento de uma maneira consistente com a patologia de distúrbios como o autismo.
Contradição com Esforços Globais: O uso persistente de TCVs nessas populações vulneráveis (particularmente em países em desenvolvimento) contraria os esforços globais para reduzir a exposição ao mercúrio e banir o mercúrio de produtos médicos.
Devido a essa vulnerabilidade, o comentário sugere que o uso de timerosal em vacinas deve ser reconsiderado, especialmente naquelas destinadas a gestantes e crianças.
Citação: Tomljenovic L, Dórea JG, et al. Commentary: a link between mercury exposure, autism spectrum disorder,
for thimerosal-containing vaccines. Journal on Developmental Disabilities 2012; 18(1): 34-42.



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