Lições da miofasciite macrofágica: rumo à definição de uma síndrome relacionada ao adjuvante vacinal
- Vlog da Ro
- 4 de mai.
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Resumo
A miofasciite macrofágica (MM), relatada pela primeira vez em 1998, manifesta-se por mialgias difusas e fadiga crônica, sendo que cerca de metade dos pacientes atende aos critérios da síndrome da fadiga crônica (SFC) e um terço desenvolve doenças autoimunes, como esclerose múltipla.
A lesão estereotipada da MM deve-se à persistência de um adjuvante de alumínio usado em vacinas (hepatite B, hepatite A, toxoide tetânico) no local da injeção por anos, causando uma ativação imune sistêmica persistente, plausivelmente responsável pela SFC associada.
Os achados sobre a MM podem abrir novas vias para a investigação etiológica da síndrome da Guerra do Golfo (SGG), visto que a administração de múltiplas vacinas adjuvadas com alumínio e, possivelmente, esqualeno, foi reconhecida como o principal fator de risco para a SGG, que apresenta sintomas notavelmente semelhantes.
Informações Relacionadas
Estão disponíveis recursos de bancos de dados como MedGen, Composto PubChem e Substância PubChem que fornecem informações detalhadas sobre a temática.
Fontes de texto integral, como Masson (França), e bancos de dados de biologia molecular, incluindo GeneCards e MalaCards do Instituto Weizmann de Ciências, estão listados como recursos adicionais.
A informação apresentada está acessível através de um site oficial do governo dos Estados Unidos, reforçando a fonte oficial do artigo.
A miofasciite macrofágica (MM) está intimamente relacionada à síndrome da fadiga crônica (SFC) de várias maneiras:
Manifestação Clínica: A MM se manifesta por mialgias difusas e fadiga crônica, sendo que aproximadamente metade dos pacientes com MM preenchem os critérios do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e de Oxford para a SFC.
Base Fisiopatológica Proposta: A MM é caracterizada pela persistência, por anos, de um adjuvante de alumínio no local da injeção muscular (do músculo deltoide). O hidróxido de alumínio estimula potentemente o sistema imunológico. A ativação imune sistêmica persistente (que não se desativa) resultante é considerada a base fisiopatológica plausível para a síndrome da fadiga crônica associada à MM.
Similaridades Etiológicas: Esta ativação imune persistente é similar ao que ocorre em pacientes com fadiga crônica pós-infecciosa e, possivelmente, com SFC idiopática.
Em resumo, a fadiga crônica é um dos principais sintomas da MM e é teorizada como consequência de uma ativação imunológica sistêmica prolongada causada pela persistência do adjuvante de alumínio vacinal no local da injeção.
Se as preocupações sobre a segurança dos efeitos a longo prazo do hidróxido de alumínio (o adjuvante vacinal associado à miofasciite macrofágica - MM) forem confirmadas, a principal implicação é que será imprescindível propor adjuvantes vacinais novos e alternativos.
Essa substituição seria crucial para garantir a continuidade das estratégias de vacinação e os enormes benefícios que elas proporcionam à saúde pública em todo o mundo.
Citação: Gherardi RK. Myofasciite à macrophages et hydroxyde d'aluminium: vers la définition d'un syndrome des adjuvants [Lessons from macrophagic myofasciitis: towards definition of a vaccine adjuvant-related syndrome]. Rev Neurol (Paris). 2003 Feb;159(2):162-4. French. PMID: 12660567.
Acessado em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/12660567/



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