Timerosal: estudos clínicos, epidemiológicos e bioquímicos
- Vlog da Ro
- 17 de abr.
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Destaques
O timerosal possui eficácia limitada como conservante.
A exposição ao timerosal tem sido diretamente associada à morte fetal/infantil e a defeitos congênitos.
Estudos indicam que a exposição ao timerosal causa morte e danos neuronais, além de problemas de desempenho em testes e distúrbios do desenvolvimento.
Introdução e Discussão
O timerosal (tiossalicilato de etilmercúrio de sódio) contém 49,55% de mercúrio (Hg) em peso e é usado como conservante em vacinas, cosméticos e produtos farmacêuticos.
Pesquisas indicam que o timerosal não é altamente germicida, especialmente na presença de soro, e é significativamente mais tóxico para o tecido embrionário e células neuroblastoma humanas do que para bactérias.
Apesar das preocupações, o timerosal continua em uso, sendo uma fonte considerável de exposição ao Hg para crianças, com pelo menos 180 estudos documentando seus malefícios.
Exposição ao Timerosal Proveniente de Vacinas
A USPHS e a AAP pediram a eliminação do timerosal das vacinas nos EUA em 1999; contudo, o FDA não cancelou as licenças para vacinas que ainda o contêm.
Devido a mudanças no calendário de vacinação (como a recomendação da vacina contra a gripe para crianças e gestantes), a exposição ao Hg através do timerosal permaneceu comum nos EUA.
A exposição cumulativa ao Hg de vacinas contendo timerosal em países em desenvolvimento e, historicamente, nos EUA, pode exceder os limites de segurança estabelecidos por órgãos como a US EPA.
Exposição ao Timerosal e Mortalidade Fetal/Infantil/Infantil
Modelos toxicocinéticos sugerem que uma única dose de vacina com timerosal durante a gravidez pode resultar em uma dose de Hg para o feto que excede os limites de segurança da US EPA em até 125.000 vezes, dependendo do estágio gestacional.
Uma análise do VAERS (Vaccine Adverse-Events Reporting System) na temporada de gripe de 2009–2010 revelou um aumento de mais de 8 vezes nos relatos de perda fetal, sugerindo toxicidade sinérgica de duas doses de vacinas contendo timerosal.
Casos de envenenamento acidental agudo por timerosal ou seus produtos de decomposição (etil-Hg) resultaram em altas taxas de mortalidade (chegando a 77%) em crianças.
Exposição ao Timerosal e Defeitos Congênitos
Um estudo prospectivo de 50.000 gestantes (1958–1965) observou que a exposição tópica ao timerosal estava associada a um risco de malformações aumentado em 2,69 vezes.
Nesse mesmo estudo, a exposição à vacina contra a gripe (contendo timerosal) foi identificada como fator de risco para fenda palatina (7,1 vezes), microcefalia (2,6 vezes) e estenose pilórica (2,0 vezes).
Casos de envenenamento acidental por fungicidas à base de etil-Hg in utero forneceram evidências da capacidade do composto de induzir distúrbios graves do sistema nervoso central, como paralisia cerebral.
Déficits em Testes de Neurodesenvolvimento em Crianças
Estudos comparando coortes indicaram que bebês urbanos com maior exposição a etil-Hg de vacinas apresentavam maior risco de atrasos no desenvolvimento (pontuações Gesell abaixo da mediana) aos seis meses de idade.
Observou-se que crianças com as exposições mais altas a etil-Hg proveniente de vacinas contendo timerosal apresentaram os atrasos neurodesenvolvimentais mais severos no índice de desenvolvimento psicomotor entre seis e 24 meses.
Uma coorte longitudinal na Polônia revelou um efeito adverso significativo da exposição neonatal ao Hg do timerosal nas pontuações do índice de desenvolvimento psicomotor entre 12 e 24 meses, com persistência dos déficits.
Timerosal e Transtornos do Neurodesenvolvimento (TEA, TDAH e TD)
Existem vários estudos que sugerem que a exposição ao timerosal na infância aumenta o risco de diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e Transtorno de Tiques (TD).
Um estudo de duas fases revelou que crianças diagnosticadas com TEA tinham maior probabilidade de ter recebido doses aumentadas de Hg de vacinas contendo timerosal.
A revisão aponta que estudos que falharam em encontrar uma associação entre vacinas e autismo (incluindo o Relatório de Consenso do IOM de 2004 e estudos patrocinados pelo CDC) apresentavam falhas metodológicas significativas, como o "overmatching" e tempo de acompanhamento insuficiente.
Timerosal e TDAH e TD
Múltiplos estudos epidemiológicos em diferentes bases de dados mostraram que a exposição ao Hg de timerosal é um fator de risco para o diagnóstico de TDAH.
O estudo de Young et al. encontrou uma relação dose-dependente, onde um aumento de 100 μg de Hg de vacinas entre o nascimento e os 7 meses de idade estava associado a um risco significativamente maior de TDAH (3,15 vezes).
Seis estudos epidemiológicos encontraram uma associação significativa entre a exposição ao Hg do timerosal em vacinas infantis e o diagnóstico de Transtorno de Tiques (TD), observando relações dose-dependentes.
Atrasos Específicos no Desenvolvimento
Foi observada uma relação dose-dependente significativa entre o aumento da exposição ao Hg do timerosal em vacinas e o risco de diagnóstico de transtorno de desenvolvimento/aprendizagem.
Estudos de coorte identificaram que a exposição cumulativa crescente ao Hg do timerosal estava associada a um risco aumentado de atraso de desenvolvimento não especificado, atraso de linguagem e atraso de fala.
A exposição pré-natal ao Hg de preparações de imunoglobulina Rh D contendo timerosal foi associada a um aumento significativo na frequência de mães Rh-negativas entre crianças com diagnóstico de transtorno do neurodesenvolvimento.
Resultados de Envenenamento Agudo por Etilmercúrio em Crianças
Envenenamentos acidentais por etil-Hg mostraram que crianças possuem uma taxa de sobrevivência menor do que adultos, sendo mais vulneráveis à toxicidade de metais.
No episódio de envenenamento por etil-Hg no Iraque em 1960, cerca de 200 pacientes morreram, com a sintomatologia dominante sendo a do sistema nervoso.
Outros episódios, como o em Gana, relataram que crianças foram mais afetadas do que adultos, apresentando distúrbios de fala, paralisia e problemas comportamentais.
Percepções Bioquímicas sobre Danos Celulares Neuronais
Concentrações de timerosal em níveis nanomolares (nM) a micromolares (μM) são agudamente tóxicas para células neuronais humanas in vitro, induzindo apoptose.
O timerosal (em concentrações de 1 nM) demonstrou ser significativamente mais tóxico para o modelo in vitro de neurodesenvolvimento (células da crista neural) do que toxinas como o acetato de chumbo (1000 vezes) ou o cloreto de mercúrio (50.000 vezes).
Estudos com células de crianças diagnosticadas com TEA mostraram hipersensibilidade ao timerosal, com as mitocôndrias sendo o alvo primário que confere essa sensibilidade.
Conclusão
A culminação da pesquisa sobre o timerosal indica que ele é um veneno em níveis mínimos, com uma pletora de consequências deletérias.
O etil-Hg demonstrou se acumular dentro da célula neuronal, particionando-se mil vezes mais nas mitocôndrias do que fora delas.
Seis dos sete autores desta revisão estiveram envolvidos em litígios relacionados a vacinas/produtos biológicos.
A culminação das pesquisas que examinam os efeitos do timerosal em humanos indica que ele é um veneno, mesmo em níveis mínimos e nas concentrações atualmente administradas em vacinas, apresentando uma série de consequências deletérias.
As principais evidências que ligam o timerosal a problemas no neurodesenvolvimento, conforme detalhado nos estudos clínicos e epidemiológicos revisados, incluem:
1. Déficits em Testes de Neurodesenvolvimento:
A exposição ao timerosal tem sido associada a problemas de desempenho em testes e distúrbios do desenvolvimento.
Estudos comparando bebês em comunidades urbanas (com maior exposição ao etil-Hg de vacinas contendo timerosal) com bebês rurais (com menor exposição)
descobriram que os bebês urbanos apresentavam o maior risco de atrasos no desenvolvimento (escala de Gesell abaixo da mediana) aos seis meses de idade.
Entre bebês com múltiplas exposições a substâncias neurotóxicas, aqueles que exibiram os atrasos de desenvolvimento neuropsicomotor mais severos (entre 6 e 24 meses de idade) foram os que tiveram exposição a níveis mais altos de etil-Hg proveniente de vacinas com timerosal.
Um estudo longitudinal em Cracóvia, Polônia, observou um efeito adverso significativo da exposição neonatal ao mercúrio (Hg) do timerosal nos escores do índice de desenvolvimento psicomotor das crianças entre 12 e 24 meses, sendo que esses déficits persistiram durante o período de acompanhamento de três anos.
2. Associação com Transtornos Específicos:
A revisão concentra-se na relação do timerosal com transtornos específicos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno de Tiques.
3. Dano Celular e Acúmulo:
A exposição ao timerosal causa morte e danos neuronais, e a revisão analisa os mecanismos bioquímicos subjacentes a esses danos celulares.
Pesquisas indicam que o mercúrio proveniente do timerosal se acumula no cérebro, rins e fígado em níveis muito mais elevados do que os encontrados no sangue.
O timerosal (ou tiomersal) é um composto organomercurial que, ao se decompor rapidamente em soluções salinas aquosas, forma hidróxido de etilmercúrio e cloreto de etilmercúrio. O etilmercúrio é o componente associado à neurotoxicidade.
O mecanismo pelo qual o timerosal causa danos neuronais envolve:
Acúmulo de Mercúrio: Pesquisas comprovaram que o mercúrio proveniente do timerosal se acumula em órgãos vitais, como o cérebro, rins e fígado, em níveis muito mais elevados do que os encontrados na corrente sanguínea.
Dano Celular Direto: A exposição ao timerosal tem sido associada a distúrbios do desenvolvimento e é indicado que ela causa diretamente a morte e danos neuronais.
Mecanismos Bioquímicos: Os estudos buscam examinar os mecanismos bioquímicos subjacentes aos danos celulares neuronais, geralmente relacionados à toxicidade de metais pesados e à interferência no sistema de defesa antioxidante do organismo.
Citação: Geier DA, King PG, Hooker BS, Dórea JG, Kern JK, Sykes LK, Geier MR. Thimerosal: clinical, epidemiologic and biochemical studies. Clin Chim Acta. 2015 Apr 15;444:212-20. doi: 10.1016/j.cca.2015.02.030. Epub 2015 Feb 21. PMID: 25708367.
Acessado em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25708367/



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