top of page

Uma série de casos de crianças com aparentes encefalopatias tóxicas por mercúrio manifestando-se com sintomas clínicos de transtornos autistas regressivos

Resumo


  • O estudo relata uma série de casos de nove pacientes avaliados com transtornos do espectro autista (TEA), considerando que a exposição ao mercúrio pode induzir disfunções neurológicas e comportamentais semelhantes às características do TEA.

  • Oito dos nove pacientes com TEA regressivo apresentaram níveis elevados de andrógenos, evidências bioquímicas de função reduzida nas vias da glutationa e excretaram quantidades significativas de mercúrio após teste de quelação.

  • Há uma relação dose-resposta entre a gravidade dos TEA regressivos e a dose total de mercúrio recebida de vacinas contendo timerosal/preparações de imunoglobulina anti-Rho(D), sugerindo que a intoxicação por mercúrio deve ser considerada no diagnóstico diferencial.


A análise da relação entre mercúrio e os sintomas autistas foi feita através da observação dos seguintes pontos em 8 dos 9 pacientes examinados:


  1. Exposição ao Mercúrio: Os pacientes não tinham exposição significativa conhecida ao mercúrio, exceto por vacinas contendo timerosal/preparações de imunoglobulina anti-Rho(D). Eles foram expostos a quantidades significativas de mercúrio provenientes dessas preparações biológicas/vacinas durante seus períodos de desenvolvimento fetal/infantil e, posteriormente, entre 12 e 24 meses de idade, período em que sofreram encefalopatias tóxicas.

  2. Excreção de Mercúrio: Os pacientes excretaram quantidades significativas de mercúrio após o teste de quelação.

  3. Mecanismo Bioquímico: Os pacientes apresentaram evidências bioquímicas de função reduzida nas vias da glutationa, que é importante para a desintoxicação.

  4. Relação Dose-Resposta: Foi observada uma relação dose-resposta significativa entre a gravidade dos TEA regressivos e a dose total de mercúrio que as crianças receberam das vacinas/preparações biológicas contendo timerosal.


Com base nesses achados e na exclusão de outras causas para o TEA regressivo, os autores concluíram que as crianças, anteriormente com desenvolvimento normal, sofreram encefalopatias tóxicas por mercúrio que se manifestaram com sintomas clínicos consistentes com TEA regressivos.


Os principais critérios utilizados para inferir o diagnóstico de encefalopatia tóxica por mercúrio nesses casos, após o diagnóstico diferencial, incluíram a combinação de achados clínicos, históricos e bioquímicos:


  1. Sintomatologia Clínica: As crianças, anteriormente com desenvolvimento normal, sofreram encefalopatias tóxicas por mercúrio que se manifestaram com sintomas clínicos consistentes com transtornos autistas regressivos (TEA regressivos), iniciando entre 12 e 24 meses de idade.

  2. Exposição Específica: A ausência de exposição significativa conhecida ao mercúrio, exceto por vacinas contendo timerosal/preparações de imunoglobulina anti-Rho(D), durante os períodos de desenvolvimento fetal e infantil.

  3. Confirmação da Carga Corporal: Excreção de quantidades significativas de mercúrio após o teste de quelação.

  4. Disponibilidade Bioquímica Reduzida: Apresentação de evidências bioquímicas de função reduzida nas vias da glutationa, um fator crucial na desintoxicação de metais.

  5. Exclusão de Outras Causas: O descarte de outras causas para os seus TEA regressivos.

  6. Relação Dose-Resposta: Observação de uma relação dose-resposta significativa entre a gravidade dos TEA regressivos e a dose total de mercúrio que as crianças receberam das preparações biológicas/vacinas.


Citação: Geier DA, Geier MR. A case series of children with apparent mercury toxic encephalopathies manifesting with clinical symptoms of regressive autistic disorders. J Toxicol Environ Health A. 2007 May 15;70(10):837-51. doi: 10.1080/15287390701212141. PMID: 17454560.





Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page