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Comparação dos relatórios de perda fetal do VAERS durante três temporadas consecutivas de gripe: Houve uma toxicidade fetal sinérgica associada à temporada de duas vacinas 2009/2010?


Resumo


  • O estudo compara relatos de aborto espontâneo e natimorto (perda fetal) no banco de dados VAERS após a vacina inativada contra a gripe em três temporadas consecutivas, começando em 2008/2009.

  • A análise de captura-recaptura para a temporada de 2009/2010 (que usou duas vacinas) estimou uma taxa corrigida de 590 relatos de perda fetal por milhão de gestantes vacinadas.

  • As taxas de notificação de perda fetal não ajustadas para as três temporadas foram: 6,8 (2008/2009), 77,8 (2009/2010) e 12,6 (2010/2011) casos por milhão de gestantes vacinadas, sugerindo uma provável toxicidade fetal sinérgica em 2009/2010.


Introdução


  • Desde 1997, o Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP) recomenda a vacinação de rotina de gestantes com a vacina trivalente inativada contra a gripe (TIV).

  • Estudos anteriores sobre a TIV durante a gravidez a consideraram segura, embora alguns com amostras pequenas não tivessem poder estatístico suficiente para detectar complicações.

  • Na temporada de 2009/2010, o ACIP recomendou que gestantes recebessem tanto a TIV sazonal quanto a vacina inativada pandêmica A-H1N1.


Metodologia


  • O estudo comparou relatos de perda fetal no VAERS para a temporada de duas vacinas (2009/2010) com as temporadas adjacentes de vacina única (2008/2009 e 2010/2011).

  • Foi realizada uma pesquisa independente pela National Coalition of Organized Women (NCOW) como segunda fonte de vigilância para perdas fetais relacionadas à vacina A-H1N1 em 2009/2010.

  • A análise de captura-recaptura de duas fontes foi usada para estimar a completude da notificação de perdas fetais e calcular as taxas corrigidas de notificação.


Resultados


  • O aumento de 43,5 vezes nos relatos de perda fetal no VAERS (de 4 em 2008/2009 para 174 em 2009/2010) foi estatisticamente significativo, apesar de um aumento de apenas quatro vezes no percentual de gestantes vacinadas.

  • A análise de captura-recaptura para a temporada 2009/2010 estimou 1321 incidentes totais de perda fetal, indicando que os 174 relatos do VAERS representavam apenas 13,2% da completude total da notificação.

  • A taxa de notificação de perda fetal ajustada por ascendência foi de 590 por milhão de gestantes vacinadas, sendo 7,6 vezes maior do que a taxa não corrigida do VAERS de 77,8.


Avaliações Qualitativas e Quantitativas das Tendências nos Relatos de Perda Fetal


  • Não houve aglomeração evidente dos 174 relatos de perda fetal do VAERS na temporada 2009/2010 por números de lote ou dados demográficos, embora a notificação por estado tenha sido altamente variável.

  • A taxa de aumento de relatos de eventos adversos (EAs) associados à vacina A-H1N1 (1,6 vezes maior que a TIV sazonal) não explica o aumento de quase oito vezes nos relatos de perda fetal relacionados à A-H1N1, refutando um grande viés de notificação tipo Weber.

  • Uma pesquisa independente de casos de choque anafilático, um EA de controle, sugeriu um potencial viés de aumento de notificação tipo Weber de menos de 10% para o programa de vacinação A-H1N1.


Discussão


  • A baixa completude de notificação (13,2%) no VAERS para perdas fetais em 2009/2010, a variabilidade na notificação por estado e a queda acentuada na taxa de perda fetal em 2010/2011 argumentam contra um viés de notificação significativo (efeito Weber).

  • A alta razão de risco (RR) de 11,4 na taxa de notificação de perda fetal entre a temporada de duas doses (2009/2010) e a de dose única anterior (2008/2009) sugere uma toxicidade sinérgica significativa.

  • A administração de duas vacinas contendo Timerosal (2009/2010) expõe o feto ao mercúrio, o que é biologicamente plausível como fator contribuinte para abortos e natimortos, especialmente porque o mercúrio injetado pode se bioacumular preferencialmente em tecidos fetais.


Conclusão


  • O aumento de mais de 40 vezes nos relatos de perda fetal na temporada de gripe 2009/2010 não pode ser explicado pelo pequeno aumento nos relatos de EAs de mulheres (efeito Weber), sugerindo uma toxicidade sinérgica das vacinas sazonal e A-H1N1 administradas concomitantemente.

  • A taxa de 590 relatos de perda fetal por milhão de gestantes vacinadas (corrigida por captura-recaptura para 2009/2010) é um alerta de que as taxas não ajustadas do VAERS subestimam grosseiramente os verdadeiros riscos na população dos EUA.

  • Devido ao aumento significativo na taxa de relatos de perda fetal (de 6,8 em 2008/2009 para 77,8 em 2009/2010), são necessários estudos adicionais de longo prazo sobre resultados adversos em crianças sobreviventes e fatores de risco sinérgicos associados a vacinas contendo Timerosal.


A combinação de duas vacinas, especificamente a vacina sazonal contra a gripe e a vacina pandêmica A-H1N1, durante a temporada de 2009/2010, levantou a hipótese de uma toxicidade fetal sinérgica.


Os pontos-chave que sugerem a contribuição da combinação de vacinas para a toxicidade fetal são:


  • Aumento da Taxa de Relatos de Perda Fetal: Houve um aumento na magnitude das taxas de notificação de óbitos fetais no banco de dados VAERS. As taxas de notificação não ajustadas de perda fetal aumentaram de 6,8 por milhão de gestantes vacinadas na temporada de dose única de 2008/2009 para 77,8 na temporada de duas doses de 2009/2010.

  • Aumento Desproporcional em Relação ao Viés de Notificação: O aumento de 1,8 vezes nos relatos de Eventos Adversos (AEs) femininos após a administração da vacina pandêmica A-H1N1 em relação à TIV sazonal (um possível "efeito Weber-like" ou aumento de notificação) foi considerado muito pequeno para justificar o aumento de mais de 40 vezes nos relatos de perda fetal. Isso sugere que o aumento não pode ser explicado apenas pelo viés de notificação, mas sim por uma toxicidade sinérgica.

  • Exposição ao Timerosal (Thimerosal): O estudo sugere que o risco potencial de toxicidade pode estar associado à administração de vacinas que contêm Thimerosal. A exposição cumulativa ao mercúrio, seja por meio de amálgamas dentários, dieta, doses anteriores de vacinas contendo Thimerosal ou outros medicamentos, é mencionada como um possível fator de predisposição em algumas mulheres.


Em resumo, a administração concomitante das vacinas sazonal e pandêmica A-H1N1 na temporada 2009/2010 "sugere uma toxicidade sinérgica e uma taxa estatisticamente significativa mais alta de notificação de perda fetal em relação às temporadas de dose única". São recomendados mais estudos toxicológicos e de caso-controle para verificar a associação exposição-efeito, especialmente em relação ao Thimerosal.


As taxas de notificação de perda fetal não ajustadas diferiram significativamente entre as três temporadas consecutivas de gripe, a partir de 2008/2009. O estudo comparou a taxa de relatos de aborto espontâneo e natimorto (perda fetal) no banco de dados VAERS.


As taxas de notificação de perda fetal (relatos por milhão de gestantes vacinadas) para as três temporadas foram:


  1. Temporada 2008/2009 (Dose única): 6,8 por milhão de gestantes vacinadas (Intervalo d

  2. Temporada 2009/2010 (Duas doses): 77,8 por milhão de gestantes vacinadas (IC 95%: 66,3–89,4).

  3. Temporada 2010/2011 (Dose única): 12,6 por milhão de gestantes vacinadas (IC 95%: 7,2–18,0).


A taxa na temporada de 2009/2010 foi dramaticamente maior, representando um aumento na ordem de magnitude, de 6,8 relatos por milhão na temporada 2008/2009 para 77,8 na temporada de 2009/2010.


Além disso, após a aplicação da análise de captura-recaptura para corrigir a incompletude dos dados do VAERS na temporada de 2009/2010, a taxa estimada corrigida pela identificação foi de 590 relatos de perda fetal por 1 milhão de gestantes vacinadas (ou 1 a cada 1695).


Citação: Goldman GS. Comparison of VAERS fetal-loss reports during three consecutive influenza seasons: was there a synergistic fetal toxicity associated with the two-vaccine 2009/2010 season? Hum Exp Toxicol. 2013 May;32(5):464-75. doi:

10.1177/0960327112455067. Epub 2012 Sep 27. PMID: 23023030; PMCID: PMC3888271.




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