top of page

Um estudo de coorte de base populacional de subvacinação em 8 organizações de assistência gerenciada nos Estados Unidos

Resumo

  • A imunização é uma das mais importantes conquistas em saúde pública nos últimos 100 anos.

  • O objetivo foi examinar os padrões e tendências da subvacinação em crianças de 2 a 24 meses e comparar as taxas de utilização dos serviços de saúde entre crianças sub-vacinadas e crianças vacinadas de acordo com a idade.

  • A subvacinação parece ser uma tendência crescente, com crianças sub-vacinadas mostrando diferentes padrões de utilização de serviços de saúde em comparação com crianças vacinadas de acordo com a idade.

Contexto e Planejamento do Estudo

  • Realizou-se um estudo de coorte retrospectivo no âmbito do Vac-cine Safety Datalink.

  • O primeiro objetivo foi descrever padrões e tendências de subvacinação em uma grande coorte durante um período de 7 anos.

  • O segundo objetivo foi comparar as taxas de utilização de serviços de saúde entre crianças com vacinação incompleta e crianças vacinadas de acordo com o calendário de vacinação do ACIP.

Métodos

  • Realizou-se uma revisão de prontuários médicos em uma amostra aleatória de crianças de cada decil.

  • Dividiu-se a população de crianças não vacinadas em decis de ADU, com um número igual de crianças em cada decil.

  • Examinou-se prontuários médicos para identificar documentação que comprovasse que um dos pais havia explicitamente atrasado ou recusado vacinações por motivos não médicos.

Resultados e Análise

  • A prevalência de crianças com vacinação incompleta aumentou significativamente em todas as coortes de nascimento a partir de 2004.

  • Crianças com vacinação incompleta apresentaram taxas de consultas ambulatoriais mais baixas do que crianças vacinadas no prazo.

  • As taxas de internação hospitalar foram maiores em crianças vacinadas de acordo com a idade do que em crianças vacinadas adequadamente.

Comentário

  • Este amplo estudo de coorte multicêntrico sugere que a subvacinação é uma tendência crescente e que padrões específicos de subvacinação têm ocorrido com maior frequência ao longo do tempo.

  • As taxas de utilização de serviços de saúde diferiram entre os grupos do estudo de coorte.

  • É razoável supor que uma certa proporção de crianças não vacinadas confia nos profissionais de saúde e tem maior probabilidade de usar os serviços de saúde.


Os motivos pelos quais os pais atrasam ou recusam a vacinação de seus filhos muitas vezes não são completamente documentados nos prontuários médicos, com aproximadamente 60% dos casos sem justificativa registrada. No entanto, várias razões são reconhecidas na literatura e na prática clínica, incluindo preocupações sobre a segurança das vacinas e a preferência por esquemas de vacinação alternativos, como o aumento do intervalo entre doses ou a redução do número de vacinas administradas de uma só vez.

Além disso, alguns pais podem adiar ou recusar vacinas por motivos pessoais, possivelmente influenciados por dúvidas sobre os benefícios e riscos, informações conflitantes ou ausência de compreensão adequada da importância da imunização, contribuindo para a heterogeneidade nos padrões de subvacinação observados no estudo.

Portanto, as principais razões relatadas ou inferidas incluem preocupações sobre segurança, preferências por esquemas alternativos, dúvidas sobre a eficácia, bem como fatores pessoais ou filosóficos que levam à hesitação vacinal.

        

A subvacinação influencia significativamente a utilização dos serviços de saúde pelas crianças de diversas formas. Crianças que apresentam vacinação incompleta, por qualquer motivo, tendem a ter taxas mais baixas de consultas ambulatoriais e de rotina, indicando menor utilização dos cuidados preventivos habituais. Por outro lado, essas crianças possuem taxas mais altas de atendimentos em pronto-socorro e internações hospitalares em comparação com crianças vacinadas de acordo com a idade, indicando uma maior presença de eventos de saúde agudos graves ou complicações que demandam cuidado emergencial.

Especificamente, as crianças sub-vacinadas apresentam uma maior frequência de internações hospitalares e utilização de serviços de emergência, o que sugere um aumento no risco de doenças graves. Além disso, como há diferenças de padrão na busca por cuidados, grupos de pais que optam por não vacinar seus filhos frequentemente utilizam menos os serviços de atenção primária e mais os serviços de emergência, refletindo possíveis barreiras no acesso a cuidados preventivos ou uma preferência por atendimentos emergenciais quando necessário.

Portanto, a subvacinação está associada a uma maior utilização de serviços de emergência e internações, enquanto diminui a procura por consultas de rotina, impactando o perfil de consumo de cuidados de saúde dessas crianças e potencialmente aumentando os custos e o risco de complicações de saúde que poderiam ser evitadas com imunizações completas. Citação: Glanz JM, Newcomer SR, Narwaney KJ, Hambidge SJ, Daley MF, Wagner NM, McClure DL, Xu S, Rowhani-Rahbar A, Lee GM, Nelson JC, Donahue JG, Naleway AL, Nordin JD, Lugg MM, Weintraub ES. A population-based cohort study of undervaccination in 8 managed care organizations across the United States. JAMA Pediatr. 2013 Mar 1;167(3):274-81. doi: 10.1001/jamapediatrics.2013.502. PMID: 23338829. Fonte: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23338829/


Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page